
Às vezes canso. De tudo. Das mesmices da vida, nas obviedades que encontro até mesmo nas coisas mais inusitadas que me acontecem ou não. E o engraçado é que me pego num brainstorm melancólico, introspectivo, que me bloqueia, ou me faz querer assumir esta postura frente aos projetos, à vida. E é aí que tudo passa... E aí eu vejo que se passaram quase 2 meses do post anterior a esse.
É, meus amigos... No boom das idéias me apareceram vários temas pensados ou percebdos pelo ar meio-poluído-mas-com-cara-de-brisa-suave que assola (ou melhor, paira sobre) o país. Assim, retomando a introdução do meu texto, venho falar do CANSAÇO.
Venhamos e convenhamos, cansar não é uma tarefa difícil no mundo bossalmente globalizado em que estamos enclausurados, e na falta de programas de intercâmbio espacial com parcelas divididas um 55678667 vezes, o refúgio do tédio acaba por ser o próprio tédio. E o livro maneiro não soa interessante mais uma vez, a música preferida não surte o mesmo efeito, as baladas, saidinhas e novas experiências do mundo hypezinho IDEM!!!!!
E assim eu me lancei num banho de imersão na clausura, pensei muito em tudo e as conclusões não ficam muito claras...
Pois bem, no mesmo repente que sumi, cá reapareço das cinzas (londe de mim equiparar-me à uma fênix!!!:/)... E que os vôos sejam altos, longos e belos... MESMO!!!... EU QUERO ISSO!!! VAMOS JUNTOS GALERA!!!
the season has just began........
É engraçado como o ser humano lida com as ameaças. É de conhecimento geral que estamos em tempos conturbados, onde o planeta está literalmente bufando por conta destes inquilinos mais do que indesejáveis!!!... E para tentar parecer solidário com o sofrimento deste hospedeiro, o que nós fazemos?! UM SHOW!!! Eu estava lá sim, até porque nunca que a gama de artistas que lá se encontravam, apareceriam qualquer dia desses aqui pela Lona Cultural. Mas ainda assim eu penso cá com meus botões: E o dinheiro gasto?! Será que todos os artistas estavam nessa de filantropia?! E os patrocinadores?! Chevrolet?! Philips?!... Estamos entrando numa fase natureba, algo como o devaneio dos hippies, ou essas falácias socialistas que eu já vi por aí!!! Conselhos dados, suposições feitas e cachês recebidos, tudo volta ao normal e o dia cabalístico 7/7/7 já passou e todos pegam^seus ônibus, carros, acendem seus cigarros, jogam o lixo no chão e os tais compromissos... ham?! oq?! Não que eu não queira ajudar o planeta, fazer algo pra mudar esse estilo medíocre de vida que levamos, mas talvez essa seja a hora da nossa raça ser extinguida, até porque, convenhamos, não valemos o preço deste aluguel... Quem sabe essa não seja só mais uma daquelas eras passadas pelo globo...É só um extermínio gente... Nada mais... E também seria muito injusto eu ralar como ralo hoje pra não comprar meu carraço feito por operários mau-pagos, comprar meu calçados costurados por aquelas criancinhas daquele povo inferior, oferecer um anel à minha noiva cravejado de brilhantes, feito com sangue de gente, ou quase né... Então, deixa aquecer, comprem bloqueador solar enquanto é tempo, peguem a marquinha, talvez vire moda..."Aproveitem", porque mais dia menos dia a situação vai ficar feia e já que dizem por aí, vá lá, preta!!! Mas não se desespere! Ainda haverão muitos shows para que possamos celebrar...
MAS OQ?!

Ai, ai... engraçado este lance de inspiração. Fico olhando como é inesgotável a fonte da mesma. Saibam que num dia me passam milhões de idéias pra escrever, mas na mesma pluralidade de sua existência, a fugacidade das idéias é recorrente. E assim o escritor "vai indo andando" (isso aí!) e continua a procurar algo, um motivo óbvio-momentâneo, como as fotos do Sebastião Salgado, os textos do Arnaldo Jabor, aquelas tiradas do Oswald Andrade (ou seria o Mário?!... sempre me confundo...), as cenas de Almodóvar e por aí vai... E eu, humilde terráqueo no campo da escrita, venho falar sobre o novo "wallpaper" (leia-se fundo, template, layout... sei lá).
Sou mais das colheres! Sempre fui. Como com garfo hoje em dia porque as colheres não estão à mostra e porque dizem por aí que não é muito legal (leia-se certo, educado, aceitável etc.) comer de colher (pq?! pq?! pq?!). Antes que gritem "Assuma a colher homem!!!", digo que em casa me recolho, meio que timidamente, confesso, mas ainda asssim dou vezes à minha ferramenta preferida. Ali cabe mais comida, dá pra raspar o canto do prato, pegar o fim do leite condensado, o caldinho da sopa, comer mais rápido e tal. Colheres são mais do POVÃO, têm coração-de-mãe, "o que vier tá entrando", "simbora minha gente!!!" e eticétera e tais...
Nunca fui muito com a cara dos garfos, esses metidos!!! Todos seletivos, nunca agarram os macarrões, o arroz então nem se fala! Eles espetam, agarram, seguram, prendem... Enfim, possuem todas essas habilidades coercitivas próprias de "talheres autoritários". E sem contar que na maioria das vezes estão acompanhados das facas, outras por quem não tenho muita simpatia, mas talvez isso seja um outro texto... A questão é que nesta pseudo-guerra-"armada"-não-declarada, tomo partido, mas também o proveito.
Todos nós temos nossos "dias de garfo", mas prezo e vivo tentando ser uma colher. DÊ bom-dia-tarde-noite!; SORRIA quando quiser, puder, pensar etc; PEGUE o telefone!; não HESITE!; PASSA logo a tessoura!; VISTA a saia!; DIZ logo!; PEGA a colher e raspa logo todo o fundo da lata... E você vai ver o quanto as colheres são melhores...


foto de Chema Madoz
Não muito o que falar, então deixo que imagens falem por mim, que elas mostrem o que é preciso ser visto e tudo o mais... Sem palavras mesmo, mas ela vêm, não me cabe forçá-las e o bom de "madurar" é que não me desespero por isso... então, é isso, até leitores...





E VOCÊ AINDA CONSEGUE DORMIR BEM?! REFLETIR É PRECISO!!!

-----X*X-----
Ouvi falar dos bons tempos. Ouvi dizer que a vida é bela; que vale a pena confiar nas pessoas; que dinheiro não traz felicidade; que “pau que dá em Chico, dá em Francisco”; que rir é o melhor remédio; que tudo vai mudar. Ouvi tudo o que queria, e até o que não quis. Ouvi o som dos meus sonhos, os conselhos dos outros e o choro calado. Ouvi a balada no rádio; a música arranhada no CD; o batidão no salão. Ouvi (e vi) o sofrimento, a morte anunciada, a miséria, o caos, deitados sobre as marquizes, catando papelões, pedindo uns trocados e fazendo malabares no sinal. Ouvi as manifestações singulares, os gritos abafados, as sirenes passando e o dia se esvaindo. Ouvi o bom-dia, o boa-tarde, o boa-noite, mas o tempo, esse não vi passar.
Tempo, tic-tac que não traz as mudanças, que não renova as esperanças, que não avança o sinal, que, como uma donzela que espera o cavaleiro montado num cavalo branco de crinas reluzentes, se mantém hesitante à espera do nada iminente. E esperar cansa. E o cansaço traz a acomodação. E a acomodação nos faz legitimar o presente. Nos faz aceitar tudo de errado, aceitar a realidade, como se esta fosse um veredicto do Alto. Ouvi dizer que a esperança é a última que morre. Mas acho que eram boatos. Pois ontem, a marcha fúnebre dos meus sonhos tocou por detrás do muro, no cortejo itinerante que passava ao entardecer. E depois tudo se calou: ouvir, sentir e ver já não fazia mais sentido. Então fechei os ouvidos e calei os olhos, e cá estou, repousando no mar das utopias, esperando o resgate passar. Pena que são muitos os náufragos...

Chego ao hall. A atmosfera não é das mais tensas (na verdade não é), ao contrário do caos que se passa lá fora. A vida. E essa dualidade temporal e espacial faz as diferenças, irrelevâncias e pormenoridades virem à tona.
E assim ela surge. Simples, previsível, calada, mas acima de tudo, altiva. Cabelos chanel, mechas vermelhas aveludadas, como o vinho tinto encorpado daquele jantar insinuante que precede muitos "jantares" e "encontros". Blusa preta, mini-saia branca, um sapato de salto alto preto (desses que trazem o finésse da mulher, mas a delicadeza das meninas) e uma meia 3/4 preta que fecha seu visual instigante.
Curiosos a observam, tarados (?!) a analisam minuciosamente, os dispersos a gravam na mente para um outro dia, em um sobressalto ou devaneio se deparar com sua imagem no sonho mais sem pé nem cabeça ou naqueles pensamentos mais remotos.
E ela senta, olha, observa, mantém aquela pose de quem espera o acaso casual (ou causal?!), isso mesmo, o acaso óbvio, iminente, não faz o tipo dela. Se ela fosse um dia, seria quinta; um mês, talvez janeiro; um momento, quem sabe a espera em uma fila, ou até mesmo eu arriscaria o momento daquele gozo breve e extasiante. O engraçado é que a vejo de todos os modos citados. Me intrigo, analiso, taro, tento desvendar o que há por detrás dessa menina-mulher-ser e no que ela é boa, porque ela chora, quem são seus amigos, de onde ela vem e pra onde ela quer ir. Sem respostas, vou dar uma arejada.
Contemplo o sol das 11 e vislumbro a vida cinzenta, asfaltada, soada pelas buzinas, anunciada pelos "reclames" dos ambulantes, pela miséria dos marginais que estão dentro da parte de fora deste círculo, ou seria um quadrado?! É o que me parece mais angustiante. O clima urbano não me abala, pelo contrário, me sinto acolhido por ele, mas foi só aquele feixe de luz solar ser interrompido pelo breve passar do seu corpo para as atenções se voltarem pressa aprendiz das ninfas desordeiras da paz, que assola minha quietude. Até seus trejeitos no andar e o manejo do cigarro em seus dedos pertubam minha percepção.
E o tempo passa, as dúvidas transbordam e no melhor estilo "Capitu" de ser, ela lança seu Ray Ban no seu rosto delicado e naturalmente enigmático, cubrindo esses olhos que trazem ao mundo real o significado das palavras de Machado de Assis: "olhos de ressaca". Mesmo.
Outras pessoas passaram, ficaram, sumiram e eu as lembro, mas ela não se torna cansativa, repetitiva ou coisa parecida. Ela é única. E neste marasmo da inquietude, do deleite, eis que surge ele, o que vai aniquilar todo o envoltório místico que a cerca. A espera realmente existia, e agora ela não é mais a esfinge que se consolidava no meu imaginário. Talvez sua angústia óbvia meio que me consolava ou excitava a medida que apreciá-la era quase sustentar a sua fragilidade aparente. Mas como tudo é uma questão de referencial me atento ao ocorrido e registro este momento lúdico na sua simplicidade e fugaz na sua importância (como já disse, depende do referencial...). Pra mim, o homem repentino nunca irá existir, até porque talvez ele nem seja o que eu acho que ele é... Vai saber... Mas o que dá pra saber é: A menina de preto mexeu comigo.


E é isso, talvez por esse espírito realista, por esse conceito exposto de brevidade (e aceitação da mesma), por este total desprendimento com o material, com o mísero e com o mesquinho é que este poema me chamou atenção, me impulsionou para fazer algo, ou tentar, pra não ficar parado e assim me fazer notar, sentir, saber, gostar, entender e tudo o mais... Fecho este post desejando a todos vocês esta fome e esta abertura para o que está por vir que não sabemos (e que sejamos gratos por isso). Houve um tempo que eu não suportava a idéia de destino, que segundo a minha concepção me dava a idéia de não poder controlar minha vida. Mas é aí que está a essência de tudo. Não saber. Não entender. Não esperar. Apenas viva, porque assim como o blog, na maioria das vezes, aquele beijo, aquelas palavras que já foram ditas, aquela coragem, aquela revelação surgem a partir do acaso. "laissez faire, laissez aller, laissez passer"...
*Ricardo Reis é um heteronônimo de Fernando Pessoa.



Calma... a minha revolta não é com você caro leitor, mas com este mundo em que você e eu fazemos parte. O mudo da hipocrisia, e é pra ela q eu estendo este dedo pai-de-todos num gesto muito do mal criado!!!... É impressionante como vivemos tão superficialmente, tão alheios de tudo. Nada nos comove, nos muda, nos excita(talvez nem mesmo os apetrechos de sexshops estão dando conta)... Ao passar o olho por uma prateleira de livraria com um amigo, o mesmo me disse que achava um despedício esses "almanaques dos anos" (70 e 80), mas eu disse que achava legal por servir de referência ou até mesmo como satisfação nostálgica para aqueles q VIVERam (e como VIVERam!!!). Aqueles que lutaram por algo, que gritaram, lotaram as ruas, que andaram peladões por aí, que além de pregar PRATICAVAM A PAZ E O AMOR, que se fizeram notar, que se mostraram, que deram a cara pra bater e tudo mais.
Hoje em dia não... hoje somos mobilizados por um "João Hélio" aqui, outra "menina de Vila Isabel" ali... e assim caminha a humanidade... COM PASSOS DE FORMIGA MESMO!!!!!... Vivemos esperando algo que nem mesmo sabemos o que é, certos de que um dia tudo irá mudar, mas a verdade qé que tudo muda, tudo está em constante transformação e ninguém, ou pelo menos não a maioria atina pra isso e muito menos se insere na mudança. Fala-se em pena de morte, em soluções mais eficazes, em legalização das drogas, fala-se, fala-se, fala-se..... Talvez este seja o problema!!! Governantes fanfarrões, pessoas desinformadas por opção, desengajadas por preguiça, omissas por conveniência, bandidos fora-da-lei, polícias fora-da-lei etc... É a todos vocês que eu dedico este meu dedo acompanhado de muito significado... Não dizem que grandes atos começam com pequenos atos? Pois então... Que comecemos!!!
?!?!?!?!ONDE ESTÁ O MESSIAS?!?!?!?!
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Bem, não sei oq escrever prum início de blog... já foram tantos q nem sei mais se realmente esteja disposto a manter este. Talvez isso seja o legal da internet... deixar pra lá... não precisei vir aqui e apagar o(s) antigo(s)... eles ficam por aí largados a propria sorte, esperando um internauta desavisado ou muito entediado achá-los... Pois bem, é isso. Novo Blog, novo recomeço, novo ano, NOVO... é disso q precisamos, a todo instante... NOVIDADES, NOVAS, 9DADS, NEWS... variações de um mesmo desejo: MUDANÇA... que esta foto, assim como a chama dentro dela e assim como este post, não sejam os primeiros nem os últimos q lanço na net... e que venham as mudanças... pq eu mesmo não sei oq quero...!![]()